Homem é assassinado e tem a cabeça decapitada por colega de trabalho em Frutal

Um crime bárbaro foi registrado em Frutal na tarde deste sábado (31), por volta de 17h, no bairro Princesa Isabel. Um homem matou um colega de trabalho e feriu outro gravemente. A vítima fatal teve a cabeça decapitada. Os três envolvidos são funcionários do Matadouro Municipal.

Conforme informações apuradas pela Polícia Militar, o vigilante Mateus Henrique Machado de Souza, 23 anos, matou o motorista Fernando Gomes Ferreira (Robocop), 45 anos e feriu gravemente o entregador Israel Nascimento Borges, 30 anos. Fernando (de boné) comemorava aniversário neste sábado.

 02 09 2019 HOMICIDIO 03

Após ferir Israel e matar Fernando em em frente do Pátio da Prefeitura, na rua Paul Harris, Mateus cortou a cabeça do colega e saiu com ela em direção ao bairro Princesa Isabel II. Ele seguiu para a casa de outro colega de trabalho, situada na rua Carlos Justino. Ali, ele pegou outra faca e tentou contra a própria vida.

Localizado nos fundos da residência pelos policiais, que neste momento já estavam empenhados na ocorrência, Mateus não reagiu a prisão – apesar de seu visível descontrole emocional. Com cortes no pescoço e em outras partes do corpo, ele foi socorrido pela própria PM. De joelhos, o homem confessou o crime.

Israel, que teria sido ferido ao tentar evitar a morte de Fernando, foi atingido no abdômen. Após pedir ajuda a um familiar, ele foi levado para Hospital Frei Gabriel, mesmo local para onde Mateus também foi encaminhado momentos depois.

Em razão da gravidade de seu quadro de saúde, Mateus acabou transferido para Uberaba - o local não foi informado. Israel passou por cirurgia ainda no sábado e continua internado em observação médica. Conforme apuramos, ele não corre risco de morte.

MOTIVO FÚTIL

A motivação do crime ainda não foi totalmente esclarecida, mas no momento em que foi preso Mateus alegou que havia sido ameaçado de morte por Fernando - o que é negado por familiares da vítima, pois além de trabalharem juntos, eles eram amigos. "Estavam sempre juntos, tanto que um frequentava a casa do outro", afirmou a familiar.

Testemunhas relataram que viram os três pouco antes do homicídio e não perceberam nada anormal. Outras pessoas, incluindo parentes de uma das vítimas, comentaram que horas antes do crime os três estavam juntos em uma confraternização. Ao ser preso, o acusado apresentava visíveis sintomas de embriagues.

Além da Polícia Militar, a Polícia Civil e Perícia Técnica também se empenharam na ocorrência, que atraiu centenas de curiosos. Muitos destes, inclusive, registraram fotos da vítima em seus celulares. As imagens logo se espalharam em grupos de whatsapp, gerando indignação e revolta na comunidade.