Programa Família Acolhedora é apresentado a representantes de entidades religiosas

Na quinta-feira (17), foi realizada uma reunião no Salão do Júri, com objetivo de apresentar o Programa Família Acolhedora para os representantes de entidades religiosas de Frutal. A ação é desenvolvida por meio de parceria entre a Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Promoção Humana, o Poder Judiciário e Ministério Público. 

De acordo com o juiz da Vara da Infância e Juventude Gustavo Moreira o intuito é desenvolver na Comarca de Frutal o projeto do acolhimento familiar, que representa a possibilidade de que menores de idade, seja crianças ou adolescentes, vítimas de abando ou de maus-tratos ou de alguma circunstância que os levaria a ficar acolhidos no abrigo, possam ficar acolhidos em famílias. “O proposito dessa reunião seria de identificar eventuais multiplicadores, para que essas pessoas pudessem indicar quem seriam as famílias que estariam aptas a receberem essas crianças ou adolescentes, para que eles sejam treinados, cadastrados e eventualmente essas crianças fruto de uma determinação judicial, possam ficam acolhidas por essas famílias enquanto aguardam o resultado do processo, seja de retorno a família biologia ou eventualmente para encaminhamento a adoção”, explica.      

Para a secretária de Promoção Humana Suely Maria Faria Maia, é importante que os representantes das entidades religiosas de Frutal conheçam o programa e sejam multiplicadores na divulgação e também indicação de famílias que possam acolher crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. “Estamos satisfeitos com essa reunião, o pessoal atendeu o nosso chamado, e entenderam o propósito do Programa Família Acolhedora, que tem como objetivo de cadastrar e capacitar famílias da comunidade para receberem em suas casas, por um período determinado, crianças, adolescentes ou grupos de irmãos em situação de risco pessoal e social, dando-lhes acolhida, amparo, aceitação, amor e a possibilidade de convivência familiar e comunitária. A família de acolhimento representa a possibilidade de continuidade da convivência familiar em ambiente sadio para a criança ou adolescente”, ressalta.

Segundo o promotor de justiça Fabrício Costa Lopo, o propósito da reunião é difundir as normativas e como ocorrerá o projeto de Família Acolhedora, que iniciará pelo Poder Judiciário, juntamente com a Prefeitura, na identificação das famílias que possam receber crianças e adolescentes que serão encaminhadas para esse projeto. “É uma forma mais humanizada para estas crianças e adolescentes, em contrapartida ao modelo de acolhimento institucional que é realizado pelo abrigo, isso evita que a criança e o adolescente percam a ideia de referência, do que é um pai, uma mãe e possa durante esse momento de transição, enquanto a justiça avalia se é o caso de retornar para a família ou de ser encaminhada para adoção, que ela continue a ter referencias no ambiente familiar e possa com isso auxiliar no seu desenvolvimento”, relata.

O promotor Fabrício acrescenta que a Família Acolhedora, não tem a exigência do Cadastro Nacional de Adoção, por ser uma família transitória, pois a adoção é um processo irrevogável que ocorre de forma mais rigorosa. “A família acolhedora não poderá adotar a criança, pois o projeto funciona como uma família transitória, que possa dar amor, carinho a essa criança ou adolescente, momento que ela mais precisa até que a justiça decida se ela retornará a sua família de origem ou se será encaminha para adoção”, esclarece.