Secretaria da Saúde de MG garante que a adoção de lockdown será discutida

Estado não pretende obrigar prefeituras mineiras a decretarem lockdown para conter disseminação do coronavírus. Em entrevista coletiva ontem, o secretário-adjunto de Saúde de Minas Gerais, Marcelo Cabral, posicionou que a intenção é dialogar com os municípios para orientar os locais que tiverem necessidade de medidas mais duras.

Na semana passada, o Estado anunciou que estava estudando um protocolo de lockdown para municípios mineiros que apresentassem descontrole nos números da Covid-19, porém não esclareceu se a medida seria imposta pelo governo mineiro às prefeituras.

De acordo com o subsecretário, até o momento o Estado vem buscando dialogar e atuar de forma alinhada com as prefeituras para estabelecer diretrizes. Ele afirma que o lockdown vem sendo analisado do ponto de vista logístico e jurídico, mas a proposta é continuar trabalhando em conversa com os gestores municipais. "Seguimos fazendo da forma escolhida para caminhar de modo alinhado [com os municípios] para o enfrentamento à pandemia", posiciona.

Conforme o posicionamento do subsecretário, a decretação do lockdown deve ser recomendado a algumas cidades a partir do diálogo. "[O lockdown] Deve ser feito de forma conversada, vamos sugerir e até rogar à sociedade que mantenha o distanciamento social adequado, mostrando que aquilo que foi feito até agora foi adequado e teve resultados, e que a partir do relaxamento é que aconteceu o aumento", relatou.

Já o secretário estadual de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, completou que o isolamento conforme recomendado na etapa inicial do plano de retomada da economia é capaz de frear o avanço da pandemia sem a necessidade de lockdown. "Não objetivamos indicar nenhum lockdown, porque ele é a falha do isolamento adequado, a recomendação no momento é que todos os municípios retornem à fase inicial", afirma.

A primeira fase do programa de retomada econômica estabelece abertura apenas das atividades essenciais, como alguns segmentos da indústria, supermercado, padarias e farmácias. Para se adequar à recomendação, Uberaba teria que voltar atrás na reabertura geral das lojas do comércio e também das galerias e shopping centers.