Volta às aulas em MG: governo recomenda distância mínima entre alunos e inspeção

Na última semana, o governo mineiro anunciou os detalhes para a volta às aulas em Minas Gerais após mais de seis meses de paralisação. A partir do dia 5 de outubro, os municípios que estão na Onda Verde do programa Minas Consciente têm permissão para retomar as atividades, mas a decisão é dos prefeitos. E nesta terça-feira, a Secretaria de Estado de Saúde publicou os protocolos sanitários que devem ser seguidos pelas unidades das redes pública e privada.

Entre as principais medidas para evitar a propagação do coronavírus, estão o reforço da higienização dos ambientes escolares, além do distanciamento mínimo entre alunos, professores e funcionários. Conforme a pasta, em um primeiro momento, as escolas devem obedecer o máximo de uma pessoa  a cada seis metros quadrados de área livre, incluindo pátios, salas de aula, banheiros e refeitórios.

Após 28 dias das atividades presenciais e permanência do município na Onda Verde do programa, o distanciamento passará para uma pessoa a cada quatro metros quadrados. Caso ocorra um retorno à classificação Amarela do Minas Consciente, as aulas podem seguir, desde que limitada a uma pessoa a cada dez metros quadrados. 

"Entendemos que minimamente precisamos ter um tempo para adaptação e também uma atenção especial aos estudantes com deficiência e condições de risco, além de termos uma orientação e estruturação de toda a rede escolar para um apoio psicossocial", explicou o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral. Conforme o dirigente, o protocolo podem ser revisto "frequentemente" por conta do contexto "dinâmico da pandemia".

Inspeção sanitária 

Antes da reabertura das unidades de ensino, a recomendação da pasta é que os municípios realizem uma inspeção sanitária para verificar o cumprimento das normas. "Teremos critérios mínimos para a retomada das aulas presenciais, com uma estruturação da forma organizacional da escola. Então, gestores e funcionários terão um protocolo com as suas obrigações, inclusive de se relacionar com a rede de atenção à saúde, atender para uma limpeza e desinfecção escolar", acrescentou o secretário.

Carlos Eduardo Amaral lembra ainda que outra sugestão é a criação de um grupo de trabalho intersetorial pelos municípios, para que o andamento das aulas e o respeito ao protocolo sejam avaliados. "Queremos que tenha uma relação entre a atividade de ensino, a gestão municipal e a saúde", explicou.

Por fim, o secretário reforçou que toda a comunidade escolar deve estar ciente dos benefícios do retorno e também dos riscos a cada etapa da educação básica. "É preciso entender qual é a estratégia virtual, a híbrida e a presencial, além dos objetivos de cada uma. Os pais e responsáveis devem ser orientados a atualizados com frequência para ter uma comunicação bem definida". Só na rede estadual, Minas Gerais conta com mais de 3,6 mil escolas.

Ao todo, 217 municípios do Estado estão em microrregiões na Onda Verde, a última do programa de retomada da economia e que permite o retorno da educação infantil. 

Fonte: O Tempo